Um bom poema é como uma cerveja gelada quando você está mais a fim, um bom poema é um sanduíche de presunto, quando você está faminto, um bom poema é uma arma quando os bandidos te cercam, um bom poema é algo que te permite andar pelas ruas da morte, um bom poema pode fazer a morte derreter feito manteiga, um bom poema pode enquadrar a agonia e pendurá-la na parede, um bom poema pode fazer seu pé tocar a China, um bom poema pode fazer você cumprimentar Mozart, um bom poema permite você competir com o diabo e ganhar, um bom poema pode quase tudo, isso sem dizer que um bom poema sabe quando parar.
Charles Bukowski, escritor norte-americano. Tradução de Rodrigo Garcia Lopes.
Fonte: Blog do João Villa Verde Foto: Carol Primadonna
O governador se licencia da organização, mas não evita investigações sobre suposto favorecimento do governo do DF a uma fundação ligada aos maçons
Murilo Ramos - Revista Época
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, pediu licença da maçonaria por temer ser expulso da organização. No início de dezembro, ÉPOCA revelou que um processo para o seu desligamento da maçonaria havia sido aprovado e que Arruda seria julgado. Segundo fontes ouvidas pela revista, a expulsão era certa. O motivo do processo foi o aparecimento do governador em um vídeo recebendo R$ 50 mil do ex-secretário de Relações Institucionais do governo Durval Barbosa, no episódio que ficou conhecido como mensalão do DEM de Brasília. Arruda entrou com o pedido de “quite placet”, concedido pelas lojas maçônicas quando o maçom fica impossibilitado de frequentar as reuniões por qualquer motivo. O governador fez o pedido em caráter irrevogável. Com isso, a loja fica impedida de não conceder a licença. Do ponto de vista prático, com o “quite placet”, o processo de expulsão de Arruda da maçonaria fica parado. Se quiser voltar à instituição, Arruda terá de se submeter à aprovação dos maçons. Em dezembro, o governador pediu sua desfiliação do DEM com receio de ser defenestrado dos quadros do partido.
Arruda é mestre grau 3, terceiro de 33 níveis na hierarquia da maçonaria. No grau 1, o membro é chamado de aprendiz. No 2, de companheiro. A partir do 3, já é considerado um mestre.
Em entrevista a ÉPOCA, o maçom Walter Fachetti (deputado que integra a assembléia federal da organização), que protocolou pedido de investigação e expulsão de Arruda, diz que o governador nem deveria ter entrado para a maçonaria. Fachetti, ligado à loja maçônica 22 de agosto em Colatina (ES), afirma que Arruda frustrou a maçonaria por ter prometido fazer um governo voltado para o povo e, depois, ter se envolvido em um escândalo de grandes proporções (mensalão do DEM). Fachetti lança suspeitas também sobre a Fundação Gonçalves Lêdo, vinculada à maçonaria e que fechou convênios, sem licitação, de quase R$ 30 milhões com o Governo do Distrito Federal para gerir programas de informática. O Ministério Público do Distrito Federal já investiga o convênio da fundação com a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Fachetti diz que, neste momento, não chama Arruda de “irmão”, que é o tratamento entre os maçons. Ele afirma não acreditar na volta de Arruda à maçonaria, mas não duvida que isso aconteça. "É possível que ele peça para voltar e um monte de bandido aprove a volta dele. Infelizmente a Ordem (maçônica) tem pecado muito."
A seguir, os principais trechos da entrevista do deputado federal maçônico Walter Fachetti a ÉPOCA.
ÉPOCA – O que é o “quite placet”, pedido pelo governador José Roberto Arruda? É uma licença?
Walter Fachetti – Quando o maçom se vê impossibilitado de frequentar as reuniões, por qualquer motivo, ele entra com o pedido. Isso está no regulamento geral da ordem, no artigo 43. O pedido dele, feito no dia 18 de dezembro, foi apresentado em caráter irrevogável. Não existe nenhum meio que a loja (maçônica) possa revogar. Ela concede simplesmente o “quite placet”.
ÉPOCA – E o governador explica o motivo da licença?
Fachetti – Na verdade eu nem soube por Brasília. Eu que fiz o pedido de abertura de processo contra o Arruda no dia 2 de dezembro. Protocolei no Espírito Santo. Fiz alguns contatos com alguns maçons para pedir apoio, já que eu sou deputado federal da maçonaria. Mas, quando se faz o pedido em caráter irrevogável, você não fala o porquê. Só fiquei sabendo da concessão pela internet.
ÉPOCA – O que acontece com o processo de expulsão dele da maçonaria?
Fachetti – Infelizmente o processo fica parado. Não tem como prosseguir. Isso porque ele não faz mais parte do corpo da loja. Ele continua sendo maçom. Quem entra na maçonaria nunca deixa de ser maçom. Eternamente vai ser maçom. Mas, com o “quite”, fica parado. Mas eu estou estudando algumas possibilidades. Eu recebi alguns documentos do grão-mestre de Brasília, Jafé Torres. Ele tem uma fundação em Brasília chamada Gonçalves Ledo. Houve algum desvio de recursos para ele.
ÉPOCA – Para o Jafé Torres?
Fachetti – Para a fundação. Ela teve um valor pequeno até 2003 em que dava para pagar só a contabilidade e alguns funcionários. No ano passado, teve uma receita exorbitante. Estou vendo a possibilidade de abertura de um processo de investigação da maçonaria sobre a fundação (Gonçalves Lêdo), que é mantida pela maçonaria, por alguns maçons que não deveriam estar no meio. O que prezamos acima de tudo é a liberdade, a fraternidade e a igualdade. Essa forma de maracutaia, a maçonaria, em nenhum momento, comunga com isso. Infelizmente não temos como separar muitas coisas. As pessoas começam a ficar marginais depois que entram na política. Geralmente no nosso meio não se encontra esse tipo de pessoa. Mas entraram. Por motivos alheios ao que a ordem preceitua. Por isso são coisas que temos de punir. E nós, como maçons que queremos a coisa certa, queremos fazer com que ela aconteça.
ÉPOCA – Seria possível alguma intervenção na loja maçônica do Distrito Federal em função das suspeições?
Fachetti – Só quem pode fazer isso é o Grande Oriente do Brasil, por meio do grão-mestre geral, que é Marcos José da Silva. Caso a loja toda esteja envolvida no processo com o próprio Arruda, que, neste momento, eu não chamo de Irmão. Para mim é um homem de avental que entrou na maçonaria por motivos particulares e alheios aos que a Ordem preceitua. Não deveria nunca ter entrado. Ou seja, ele atingiu o grau de mestre em um período curto, o que não deveria. Com ele foi diferente. Na história da maçonaria só teve um que conseguiu isso e também por interesse: foi Dom Pedro I.
ÉPOCA – Só o Dom Pedro I e o Arruda?
Fachetti – Só o Arruda e o Dom Pedro I. Parece que a assessoria do Arruda é quase toda de maçons da loja dele. Estou batendo contra essa situação porque não admito esse tipo de coisa. Se for para dar um jeitinho, a gente sai da maçonaria e fica do lado de fora, que já está uma bagunça. Dentro da Ordem, fazer uma coisa dessa, é lastimável.
ÉPOCA – O Arruda fica impossibilitado de frequentar as lojas maçônicas?
Fachetti – Sim. Ele fica impossibilitado de frequentar reunião ou evento fechado da maçonaria. Só eventos abertos, apesar de ser maçom. Esse período dura seis meses e pode ser revogado por mais seis meses. Depois disso, ele pode, com o “quite” na mão, pedir para voltar a qualquer loja, desde que a loja aceite. A mesma coisa que aconteceu lá no Senado. Ele burlou o painel, falou que não tinha sido ele e voltou uns meses depois como deputado e governador. E o povo aceitou.
ÉPOCA – Então o governador Arruda pode voltar à maçonaria?
Fachetti – Pode. Se a loja achar por bem, sim. Existem interesses e interesses. Normalmente não se pode fazer isso. Mas, infelizmente, a Ordem tem pecado muito.
ÉPOCA – Na prática, o que o governador Arruda ganha com o “Quite Placet”?
Fachetti – O processo de expulsão fica parado. Mas acho, particularmente, que ele não volta mais. O desgaste dele dentro da Ordem foi grande. Quando ele cometeu o ato ilícito do painel (violação) e ele já era maçom, o Arruda foi dentro de loja, pediu desculpa e falou que ia fazer um governo voltado para o povo. E a Ordem acreditou nisso. E agora aconteceu uma situação dessa (mensalão do DEM). Eu acho que ele já se queimou o suficiente. Não estou falando que não vai acontecer, que não vão aceitar ele. É possível que ele peça para voltar e um monte de bandido aprove a volta dele. Eu digo sempre o seguinte: se você anda com porco, você come lavagem. Se aprovarem a volta, é por outros motivos, que fogem ao que a Ordem preceitua. Eu vou estar em cima, batendo. Porque se depender de mim ele não volta. Somos mais de 300 mil maçons no Brasil. A minha palavra é pequenininha, mas vou tentar fazer.
ÉPOCA – A opinião na maçonaria é de que ele deve ser afastado?
Fachetti – As manifestações contra ele são muitas. Eu tenho de Recife, Fortaleza, São Paulo. Junto com o meu pedido, entrou uma série de pedidos de expulsão dele no judiciário maçônico. Não estou sozinho. A imprensa não sabe muito porque a maçonaria é uma coisa muito fechada. Eu gostaria que este movimento (Arruda) fosse aberto, que fosse escrachado. A maçonaria está vivendo muito do passado. Ajudou na proclamação da República, ajudou na Inconfidência mineira, na libertação dos escravos. O passado é museu. A maçonaria deveria mostrar o que faz hoje em prol dos menos favorecidos. Não existe mais motivo para vivermos escondidos do que jeito que nós vivemos. Ou seja, se tem um cidadão desse (Arruda), que faz uma coisa dessa, ele deveria ser achincalhado pela maçonaria primeiro. Sou partidário dessa ideia. A maçonaria não deveria ficar na escuridão neste momento.
ÉPOCA – Então o senhor não tem motivos para ficar no anonimato.
Fachetti – Não vejo motivos. Só se quiserem me expulsar. Mas não existe motivo para me expulsarem.
NOTA DE REDAÇÃO:
Em relação ao comentário a esta reportagem escrito pelo entrevistado Walter Fachetti (no dia 7: "Quero lembrar o sr. Murilo Jornalista que em momento algum informei que recebi documentos do Grão Mestre do Distrito Federal e que em momento algum levantei dúvidas sobre a fundação apenas informei que li sobre o fato na internet, peço que publique uma errata sobre estas informações. Informo que o artigo não é o 43 como mencionado e sim o 69"), ÉPOCA mantém a entrevista como foi publicada no dia 6, apenas alterando o número do artigo citado, de 43 para 69. Na ocasião, Fachetti mencionou o número 43. Todo o depoimento foi gravado.
É o Serra querendo resgatar um antigo slogan de sua campanha.
Reparem que o cartunista ainda foi generoso, e aliviou suas olheiras negras.
Da Agência Estado
São Paulo - O número de casos de dengue no Estado de São Paulo em janeiro deste ano quadruplicou em relação ao registrado no ano passado. De acordo com o primeiro balanço de 2010 sobre a doença, divulgado na sexta-feira pela Secretaria de Estado da Saúde, o número absoluto de casos chega a 1.383, contra 323 em janeiro de 2009. A cidade de São José do Rio Preto, com 502 casos, lidera o ranking de municípios com o maior número absoluto de doentes, seguida por Araçatuba (267) e Ribeirão Preto (246).
Na capital paulista, a secretaria registrou apenas um caso no mês passado. No entanto, os dados dos governos estaduais são tradicionalmente defasados em relação aos das prefeituras. Até ontem, por exemplo, só a prefeitura de Ribeirão Preto já confirmava 804 casos e outros 1.187 sob suspeita, que aguardam resultados de exames laboratoriais feitos no próprio município. Do total de ocorrências confirmadas, 769 são de janeiro e 35, dos primeiros dias de fevereiro. A secretaria estadual recomenda ações de contenção da doença a partir dos casos suspeitos.
Aproveitando o decreto de calamidade pública em São Paulo, o prefeito Nunkassab substituirá toda a frota de ônibus urbano para um novo e mais adequado modelo, perfeitamente adaptado às condições da capital paulista. O (des)governador ZéPedágio já aprovou a compra sem licitação.
Na foto, o (des)governador examinando o novo veículo.
PV, PSDB, DEM e PPS formalizaram acordo ontem para ter o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) como o candidato da aliança ao governo do Rio. O ex-prefeito Cesar Maia, do DEM, deverá concorrer ao Senado.
A decisão sobre a chapa foi tomada à tarde em reunião de lideranças locais dos quatro partidos no apartamento do ex-governador Marcello Alencar (PSDB), no Rio.
Ficou acertado que Gabeira terá um tucano como candidato a vice-governador, possivelmente o ex-deputado federal Márcio Fortes. O DEM indicará um candidato ao Senado. O PPS, o outro.
Gabeira disse à Folha, por telefone, que desistiu de concorrer ao Senado porque a coalizão não tinha outra alternativa para disputar a sucessão do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB).
"Ficou difícil para mim sair de uma eleição [para prefeito do Rio, em 2008] com 1,5 milhão de votos e apoiar qualquer candidato. Disse aos partidos coligados que se sentissem confortáveis, pois eu sairia para disputar o governo", afirmou.
Cesar Maia representou o DEM no encontro. Prefeito do Rio por três mandatos, ele, desde o início das discussões repetia não ter interesse em concorrer ao governo estadual -queria o Senado.
O outro concorrente ao Senado pela aliança ainda não foi indicado pelo PPS. A ex-deputada Denise Frossard é o nome com maior visibilidade no partido.
Na eleição para o governo estadual, Gabeira, além de Cabral Filho, enfrentará o ex-governador Anthony Garotinho, já lançado candidato por seu partido, o PR. Assim como Cabral, Garotinho afirma que vai apoiar Dilma Rousseff (PT) ao Planalto.
Resultados parciais de uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia(EUA),dão conta que a bebida preferida dos brasileiros,a cerveja,contém bom teor de silício que pode evitar a osteoporose,desde que moderadamente utilizada, (uma caixa por dia).
A cerveja também pode reduzir o estresse e isso eu já sabia,hehe! (neste caso, mais de uma caixa diariamente...)
Cada vez mais o paulistano sente o desgoverno demo-tucano em sua cidade. O sente ao andar de ônibus, trem, metrô; quando chove, nos bares, nas escolas, etc, etc, etc... Agora é esta falta d'água que já dura dois dias.
O que mais me incomoda é ausência de revolta deste povo, passei por um bairro carente, próximo a minha casa, na zona oeste de São Paulo, e vi uma fila de mulheres, com baldes na mão, esperando para retirar água de um poço. Todas sorridentes, animadas, parecendo se divertir com a situação.
O mesmo acontece quando se pega trem pela manhã, milhares de pessoas espremidas como sardinhas, dando risada o tempo todo, como se estivessem num parque de diversões. E por aí vai, os paulistanos (nascidos ou não aqui) parecem ter se acostumado com o descaso governamental cotidiano, só se mobilizam em situações extremas, como a do Jardim Pantanal, alagado a dois meses.
Os serviços públicos oferecidos aos moradores da capital paulista estão cada vez piores, tudo deteriora a olhos vistos, e qual a reação, ao menos a que eu vejo nas ruas? Risos, brincadeiras, gracejos, piadas. De certo que eu sou um tipo mal humorado, mas assim já é demais, virou abuso, não tem água nem para beber, sequer para tomar banho.
Acorda paulistano! Tá na hora de mandar essa cambada para a casa do...
Enquanto isso...
A SABESP (companhia de águas e saneamento do estado de São Paulo), na gestão do governo José Serra (PSDB), está com excesso de água nas represas por falta de planejamento e manejo na época da chuva e da estiagem, a ponto de transbordar, abrir comportas fora de época, alagando cidades, como Atibaia.
A empresa ignorou relatórios climáticos do INPE que deveriam ser consultados na internet, como rotina.
Por outro lado, 750 mil moradores de São Paulo voltam ao tempo de buscar água na bica, em latas, por falta d'água nas casas.
A SABESP tem sido aparelhada:
- para fazer propaganda do governo de José Serra (inclusive nos outros estados do Brasil onde ela não atua);
- para doar dinheiro público à ONG de FHC;
- como cabide emprego para políticos tucanos que perderam eleição, como Antero Paes de Barros (Mato Grosso);
- para fazer convênios políticos, como com o Governo do Distrito Federal, de José Roberto Arruda (DEM/DF), protagonista do recente escândalo do mensalão do DEM.
Não existe a menor possibilidade do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, escapar da prisão. A loucura em que se meteu, as ações depois de deflagrada a operação da Polícia Federal, as tentativas de suborno de testemunhas, de escuta nos adversários, criaram uma sensação de impunidade tão forte, que é impossível que não seja preso.
Na longa história de escândalos políticos do país, não existe nada que se equipare ao que está ocorrendo no DF. Essa maluquice cria anticorpos em toda a sociedade, a começar do Judiciário. Sua não prisão seria um tapa na cara de todo ordenamento jurídico do país.
O que se vê no DF não é a arrogância afrontando a lei: é um caminhão sem freio descendendo uma ladeira.
Da Folha de S.Paulo
STF discute derrubar lei que blinda Arruda
Proposta é rever legislação do DF, que só permite a abertura de processo contra governador se Câmara Legislativa autorizar
Três ministros disseram à Folha que mudança dará ao tribunal a chance de adotar uma “postura exemplar” contra a impunidade no país
FELIPE SELIGMAN - DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) já começaram a discutir a melhor forma de dar uma resposta ao mensalão do DEM, escândalo que envolveu o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e seus assessores.
Essa resposta é a possibilidade de derrubar um artigo da Lei Orgânica do Distrito Federal que hoje condiciona a abertura de processo penal contra o governador à autorização prévia da Câmara Legislativa.
A Folha conversou, nas últimas semanas, com ministros da corte sob a condição de anonimato. Arruda e seus assessores são investigados por participarem de um suposto esquema de enriquecimento ilícito e pagamento de propina a deputados em troca de apoio na Câmara do DF. Ele nega.
O Supremo irá analisar, ainda neste semestre, uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria-Geral da República contra a Lei Orgânica do DF. Essa lei repete uma regra que ocorre em todos os Estados brasileiros.
Os governadores possuem foro no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Quando o Ministério Público apresenta uma denúncia contra eles, porém, o tribunal só pode dar prosseguimento ao processo com a autorização de, no mínimo, dois terços dos integrantes das Assembleias Legislativas.
O problema é que, via de regra, os legislativos estaduais são dominados pelos governadores, como no caso de Arruda, o que inviabiliza o prosseguimento das investigações.
Por conta disso, o STJ em toda sua história conseguiu abrir ação penal apenas contra um governador, sendo que já chegaram mais de 50 pedidos contra eles, segundo informações do próprio tribunal. Se o STF mantiver a condicionante, estará, na prática, inviabilizando o prosseguimento das investigações contra Arruda.
Dois integrantes do STF disseram à Folha que a corte se depara com o problema da jurisprudência. O tribunal já entendeu, em diversas ocasiões, ser constitucional a “exigência pela Constituição Estadual da autorização prévia da Assembleia Legislativa” para processar o governador.
O argumento é que o presidente também só pode ser processado após autorização do Congresso e, portanto, deve-se respeitar o princípio federativo -o que vale para uma esfera de poder, deve valer para outra.
O ministro Marco Aurélio Mello já defendeu abertamente, em artigo publicado na Folha, a mudança dessa jurisprudência, ao citar a independência dos Poderes.
Outra composição
Outros colegas também rebatem a manutenção da postura, com o argumento de que os julgamentos sobre o caso ocorreram em um período em que a composição do STF era outra. Poucos ministros que estão na corte participaram dos debates e, portanto, podem pensar de forma diferente.
A reportagem ouviu de pelo menos três ministros que o tribunal terá a chance de adotar uma “postura exemplar” contra a impunidade no país e dar uma resposta à sociedade.
Um dos argumentos que está em discussão foi adiantado pelo Painel da Folha. Seria dizer que, diferentemente dos demais Estados brasileiros, onde tal regra é definida pelas Constituições estaduais, no DF ela consta da Lei Orgânica local.
A Folha apurou que o Ministério Público, caso ganhe essa primeira etapa no STF, já pensa em pedir que o governador seja afastado do cargo para não atrapalhar as investigações. Para isso, no entanto, ele precisa ser transformado em réu.
O relator do caso, ministro José Antonio Dias Toffoli, decidiu julgar diretamente o mérito do caso, o que é visto como um sinal de que estaria disposto a mudar a jurisprudência.
Segundo o portal G1, do complexo mafiomidiático da Famiglia Marinho, houve um “confronto” entre moradores-anfíbios de bairros submersos paulistanos e a Gestapo Tucana. No entanto, tão logo foi informado de que estaria havendo um certo “acirramento da tensão” na porta de seu boneco Kassab, o governador Zé Chirico ordenou à tropa que fosse servido um saboroso Q-Suco aos revoltosos.
Os jornais e revistas alemães chegam hoje às bancas com um pedido de perdão da Igreja Católica pelas violências perpetradas pelos padres contra crianças que deviam ter respeitado.
O mesmo pedido de perdão foi lido em todas as igrejas do país nesse domingo.
Além do pedido de perdão a Igreja deveria expulsar esses padrecos nojentos e corruptos da Instituição.
Caso nada seja feito para eliminá-los, a Igreja fará o que sempre fez nesses casos: transfere os pedófilos de uma congregação para outra.
O que apenas favorece os pedófilos de se chegarem à 'carne fresca'.
O professor Wanderley Guilherme dos Santos publica na Carta Capital desta semana artigo magistral.
A tese central é “decida Serra o que decidir, o PSDB e seus aliados sairão perdedores”.
E a oposição vai para o Golpe.
“Aos poucos, as pesquisas eleitorais conduzirão o candidato a candidato (Serra) a seu devido lugar”.
E aí reside o perigo, segundo Wanderley.
“A súbita consciência de que a excitação em torno do governador de São Paulo não corresponde à opinião pública nacional pode empurrar os admiradores de Serra, sobretudo os ex-esquerdistas, ao extremismo institucional. Gosto para isso não lhes falta, há muito.”
“O sucesso do governo Lula, não seu antecipado fracasso, é o que faz com que a intensidade oposicionista aumente exponencialmente.”
“Justificar o fracasso como consequência de atos ilegítimos do governo é tradição antiga entre nós.”
“ … o mais provável é que a oposição acuse o governo de sufocá-la e de fraudar o processo competitivo. As solicitações ao Judiciário e as insinuações de ‘chavismo’ se multiplicarão. As manchetes se tornarão assustadoras em busca dos milhões de ‘Reginas Duartes’ que compensem a ausência de votos na urnas. Outra oportunidade para que se manifeste o poder desestabilizador dos meios de comunicação.”
"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."
(Joseph Pulitzer - 1847/1911)
"acreditava que o jornalismo era um serviço público, destinado às pessoas “pequenas” e não servindo os interesses do grande poder; um defensor do lado das pessoas e um porta-voz da democracia”.
Enquanto um povo é constrangido a obedecer e obedece, faz bem; tão logo ele possa sacudir o jugo e o sacode, faz ainda melhor; porque, recobrando a liberdade graças ao mesmo direito com o qual lha arrebataram, ou este lhe serve de base para retomá-la ou não se prestava em absoluto para subtraí-la.
Jean-Jacques Rousseau - Do Contrato Social
"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta."
"Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. O ontem já se foi e o amanha talvez nao venha". André Luiz
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