sexta-feira, 24 de maio de 2013

Para entender a exploração do pré-sal

Diante da notícia de que o Governo resolveu marcar para outubro a primeira licitação para a exploração de uma nova área do pré-sal, muita confusão  vai se formar na cabeça das pessoas e é preciso fazer alguns comentários.
A primeira delas é afirmar, sem medo de patrulhismos, que isso não é o ideal, mas o possível. O desejável seria que a exploração ficasse totalmente em mãos do Estado brasileiro, sem participação alguma de empresas privadas e, mais ainda, estrangeiras.
Mas o volume de petróleo – e o de investimentos necessários à sua retirada – é tão grande que isso não é, objetivamente, factível. Uma simples olhada nas projeções da Agência Internacional de Energia da ONU  sobre as exportações de petróleo em 2035, no gráfico aí em cima, dá ideia do tamanho do desafio.
Só o campo de Libra, o primeiro – e único – do pré-sal que irá a leilão este ano, tem reservas recuperáveis entre  8 e 14 bilhões de barris. Se estiver na estimativa máxima, essas reservas equivalem a todo – vejam bem, todo mesmo – o petróleo contido nas reservas provadas do país até hoje.
Mas para esse petróleo valerá a nova lei do petróleo, que nada tem a ver com o regime de concessão implantado por Fernando Henrique Cardoso e vigente até agora. Essa regulamentação dá à Petrobras a condição de operadora das perfurações e da produção, com uma participação mínima de 30% nos poços de Libra.
E nada impede, sobretudo agora que a empresa fez caixa com o lançamento de títulos no mercado internacional, que ela aumente sua parcela. Mesmo assim, é possível que ela faça novas captações, para poder aumentar seu poder de negociar a formação de consórcios de exploração.
E, ainda, quando o Governo entender que for conveniente, pode adjudicar áreas, sem leilão ou outra forma de licitação, à Petrobras.
Além dessa fatia, o Brasil ficará com uma percentagem – o que vai ser propriamente o “lance” do leilão – do petróleo produzido que exceder aos custos da exploração – daí uma das necessidades de a Petrobras ser a operadora exclusiva – além de dar à empresa o controle das encomendas de equipamentos e serviços, o que garante o máximo de indução à economia brasileira, o que não ocorreria com empresas estrangeiras, que tenderiam a adquirir fora todo o necessário para desenvolver e operar os poços.
Fica assegurado, assim, controle da estatal dos pontos de medição da extração, que jamais ficarão sob responsabilidade de empresas privadas. Isso é ainda mais importante porque parte do petróleo será exportada centenas de quilômetros mar adentro, sem sequer vir à terra, gerando insegurança sobre o volume produzido.
Nada disso acontece no atual modelo, o de concessão.
Ainda é cedo para especular de quanto serão as ofertas, mas certamente não serão pequenas, tanto nos valores pagos pela concessão quanto na parcela entregue ao Estado brasileiro.  Mas, ao contrário, já se sabe que serão imensas as necessidades de capital para colocar em operação essas áreas a curto e médio prazo.
Calculados os custos de produção à razão de 8,5 dólares o barril, o mesmo usado na operação de capitalização da empresa, em 2010, isso pode levar os investimentos e custos operacionais, só em Libra, a mais 100 bilhões de dólares.
E a Petrobras não teria como fazer frente a isso senão se endividando de maneira suicida, porque boa parte dos investimentos precede a produção e os preços do petróleo não são previsíveis. Logo, também não é o fluxo temporal de receitas. Nem, também, o que isso impacta sobre a velocidade de extração, vencida a etapa de implantação dos poços de produção.
Traduzindo: é muito importante “controle da torneira”, porque reserva de petróleo é um estoque o qual se vende não apenas conforme a procura, mas do preço de mercado.
Embora as multis do petróleo estejam interessadíssimas nos campos do pré-sal, o modelo vai ser mais convidativo às empresas estatais, como é o caso das chinesas, que se pouparam do leilão de petróleo de extração convencional para esperar pelas áreas do pré-sal. A razão é simples: sua visão de negócios é mais estratégica que imediatista e a negociação com a petroleira estatal brasileira será facilitada pelas relações governo a governo.
Se a licitação, como é provável, subdividir o campo em muitos blocos, isso será ainda mais conveniente ao país, pela multiplicidade de parceiros possível à Petrobras, reduzindo percentualmente a participação de cada um dos outros sócios na área total de exploração e, portanto, elevando a concentração de poder decisório da estatal.
É por essas razões que a Petrobras está se preparando financeiramente para o imenso desafio de explorar o campo gigante de Libra. Ela irá, certamente, ao limite de suas forças.
E ela tem forças imensas, mas o que vem pela frente é tão grande que, mesmo assim, elas não bastariam para tirar do fundo do mar o oceano de petróleo que está lá.
Fernando Brito
No Tijolaço

A droga de Ronaldo Laranjeira é o poder

Médico-político, bem conectado com o poder, recebedor de farto financiamento público, defensor radical da Guerra Contra as Drogas, Laranjeira é movido pela sensação de mandar nos outros.
Laranjeira quer a guerra de sempre às drogas
Laranjeira quer a guerra de sempre às drogas
O artigo abaixo, do jornalista Denis Russo Burgierman, foi publicado originalmente no site da Superinteressante.
Todo mundo tem a sua droga. A da minha mãe, por exemplo, é a endorfina, nome que é uma abreviação de “endo-morfina”, ou “morfina interior”.
A endorfina é um opióide, ou seja, uma droga da mesma classe do ópio e da heroína. Os opióides agem como desentupidores nas sinapses do cérebro: eles abrem os caminhos pelos quais a dopamina flui.
E a dopamina é a mãe de todas as recompensas: aquela sensação gostosa, aconchegante, de bem estar, que chamamos de prazer.
É a dopamina que nos dá aquele gosto doce que acaba formando hábitos. É ela, também, que, quando algo sai do controle, causa a dependência.
Minha mãe busca a dopamina dela de maneira saudável, correndo pelas ruas e pelos parques de São Paulo, subindo em pódios com medalhas douradas no pescoço – exercício físico faz o corpo produzir endorfina.
Há quem busque o prazer em outras coisas. Glutões produzem dopamina quando se empanturram. Yogues produzem quando respiram profundamente.
Jogadores vão em busca dela na emoção das apostas do bingo ou do carteado. Futebol, chope, sexo, novela, dança, festa, trabalho, cinema – tudo aquilo que tem o potencial de dar prazer pode estimular a produção de dopamina. Inclusive drogas, como álcool, tabaco, nicotina, açúcar, maconha, cocaína, heroína.
Ontem participei da entrevista com o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, no programa Roda Viva, da TV Cultura. Laranjeira é um médico-político, bem conectado com o poder, recebedor de farto financiamento público, com larga experiência em dependência, defensor radical da Guerra Contra as Drogas.
Colegas de Laranjeira no mundo acadêmico já haviam me advertido que a droga dele é o poder. É a sensação de mandar nos outros aquilo que ativa seu sistema dopamínico.
A entrevista foi bem frustrante para mim. Laranjeira tomou a palavra e falou sem parar, sem dar atenção às perguntas que lhe faziam.
Citou uma série de dados inventados, como a informação de que todos os países desenvolvidos estão abandonando as políticas de redução de danos – basicamente o contrário da realidade, já que há uma clara tendência pela adoção global da filosofia da redução de danos, até mesmo nos Estados Unidos, onde pelo menos o discurso já mudou.
Num dos intervalos do programa, uma das entrevistadoras, a especialista em segurança pública Ilona Szabo, deu uma bronca no entrevistado fora do ar, criticando a forma irresponsável como ele manipulava os dados.
Laranjeira virou agressivamente sua cadeira para ela, aumentou o volume da voz, e brandiu o argumento da autoridade: “Cresça e apareça, menina. Quem é você? Eu tenho 30 anos de experiência nisso”.
Ilona respondeu tranquila: “Eu trabalho com gente que tem o dobro de sua idade e que teve a humildade de mudar de ideia. Você pode mudar também.”
Aos 34 anos, Ilona é coordenadora do secretariado da Comissão Global de Políticas sobre Drogas, o órgão internacional cujo presidente é Fernando Henrique Cardoso (81 anos) e que tem entre seus membros gente como o ex-presidente do banco central americano Paul Volcker (85) e o ex-secretário de Estado dos EUA George Schultz (92), braços direito e esquerdo do ex-presidente Ronald Reagan, principal comandante da Guerra Contra as Drogas na década de 80.
O objetivo da Comissão é acabar com a guerra e buscar soluções mais pacíficas e racionais para evitar que nosso apetite natural por dopamina nos destrua.
Nos anos 1980 e 90, FHC, Volcker, Schultz e Reagan eram generais da Guerra Contra as Drogas. Laranjeira, naquele tempo, era um soldado raso, talvez um jovem oficial dedicado a dar alguma sustentação científica para a ofensiva militar.
Hoje os generais não apenas estão cansados de lutar mas pedem desculpas pelos erros do passado: eles reconhecem que a guerra foi um equívoco.
Mas o soldado Laranjeira quer continuar lutando. Afinal, ele não está preocupado em saber se a guerra dá certo ou não. O que ele quer é poder – e, consequentemente, dopamina.
No fundo, ele sabe que a guerra é inútil, mas sabe também que, se ela acabar, ele perde poder. Ele é dependente de poder.

O cinema brasileiro encaretou Cazuza e Renato Russo

Renato & Cazuza
Dois ídolos, duas cinebiografias e algo em comum: a tentativa de amenizar a homossexualidade de ambos. Em cartaz nos cinemas, Somos Tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura, sobre a vida de Renato Russo, comete exatamente o mesmo erro de Cazuza – O Tempo Não Pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, de 2004. A homossexualidade assumida de Renato, assim como a de Cazuza, é transformada em uma bissexualidade que não houve em nenhum dos casos. É como se, ao apresentar os dois à juventude atual, os diretores/produtores quisessem torná-los mais palatáveis, quase “normaizinhos”, algo que tanto um quanto o outro odiariam.
Cazuza e Renato Russo se foram cedo deste mundo, vítimas da Aids: Cazuza, em 1990; Renato, em 1996. Em sua vida louca, vida breve, nenhum dos dois jamais almejou ser modelo de comportamento para ninguém. Qual é! Renato brigou do palco com um estádio inteiro, o Mané Garrincha, em 1988. Cazuza mostrava a bunda para a platéia em suas últimas apresentações. Eram autênticos, verdadeiros, viscerais. Nunca abriram mão de suas convicções e de sua loucura poética, até o último momento.
Na época em que foi lançado o filme de Cazuza, o próprio pai do cantor, João Araújo, veio a público criticar os cortes nas cenas de sexo. ”Quiseram ter muito cuidado com o lado homossexual de Cazuza. No que começaram a tomar cuidado demais, para não transparecer e para não virar filme proibido para menores, afastaram-se bastante da realidade”, disse Araújo aos repórteres Pedro Alexandre Sanches e Silvana Arantes, da Folha de S.Paulo. Parceiro de Cazuza no Barão Vermelho, Roberto Frejat estranhou o tratamento dado no filme ao amigo, que aparece transando com mulheres. “Nunca vi prática heterossexual nele. Teve, sim, mas quando não estava completamente convencido de ser gay, bem antes de me conhecer”. Sintomaticamente, Ney Matogrosso, amigo íntimo e ex-namorado de Cazuza, simplesmente desapareceu da versão final.
Com o líder do Legião Urbana a coisa foi parecida – com a diferença de que o filme sobre Cazuza é razoável, e o sobre Renato, ruim. Um desperdício, aliás, porque encontraram um ator, Thiago Mendonça, bastante semelhante a Renato Russo e com boa voz para viver o protagonista, mas o filme se perde em um roteiro fraco, digno da série Malhação se fosse feita pela Record.
Todo mundo que conviveu com Renato em Brasília sabe que ele era muito menos comportado (para dizer o mínimo) do que o garoto sensível e “família” retratado no filme. E que, apesar de ter escrito “gosto de meninos e meninas”, seus casos mais notórios sempre foram com homens. Em Somos Tão Jovens, provavelmente também para fugir da censura 18 anos, como aconteceu com o filme de Cazuza, a questão gay se transforma em algo lateral na vida de Renato e a história se centra em uma personagem feminina que nunca existiu, espécie de amiga-namorada do jovem compositor.
Pior: Renato transa com Aninha, mas não aparece beijando um homem na boca nem uma só vez no filme, como se fosse bacana para uma obra cinematográfica se pautar pelos mesmos (e condenáveis) parâmetros das novelas das nove globais. Os produtores podem até recorrer à desculpa de que o filme aborda a época anterior à fama de Renato Russo, ainda adolescente: é o “retrato do artista quando jovem”, já que o longa termina quando o Legião Urbana começa a fazer sucesso. Mas, mesmo neste período, é conhecido o fato de que o cantor já tinha um namorado fixo. Homem. Então não se trata de licença poética, mas de uma mentira contada a platéias adolescentes inteiras. Renato não tinha nada do menino pueril que aparece no filme. E era gay. Não “mais ou menos gay”. Ponto.
Para os fãs mais velhos de Renato e de Cazuza, fica na boca um gosto de traição. Por que os filmes feitos sobre os nossos ídolos precisam suavizar as biografias deles? Qual o problema em escancarar que eles tinham uma vida louca, sim, que experimentaram drogas, que bebiam e que eram felizmente gays, assumidos? Sinal dos tempos neoconservadores que vivemos? Como diria Cazuza, vamos pedir piedade, Senhor, piedade. Para essa gente careta e covarde.

Extrema direita francesa saúda suicídio na Notre-Dame como “gesto político”

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A líder da extrema direita da França, Marine le Pen, saudou a atitude do ativista que, em protesto contra o casamento gay e os imigrantes, matou-se com um tiro na cabeça perto de um altar da catedral de Notre-Dame, em Paris, nesta terça-feira (21/05).
Ele foi identificado como Dominique Venner, de 78 anos, um ensaísta conhecido por suas publicações extremistas.
Le Pen, líder da Frente Nacional, partido político de extrema direita, qualificou o suicídio como um ato político.
“Todo respeito a Dominique Venner, cujo ato derradeiro, eminentemente político, foi tentar despertar as pessoas da França”, escreveu ela no Twitter nesta quarta-feira.
A Frente Nacional, que defende uma política antiimigratória e se opôs aos esforços do governo para legalizar o casamento gay, é a terceira maior força política do país.
Venner se matou perto de um altar da catedral, por volta das 15h. Na catedral havia cerca de 1.500 pessoas, que foram evacuadas sem maiores incidentes.
Venner deixou uma carta, que foi lida por um amigo na rádio conservadora Courtoisie, e um texto final em seu blog.
Ambos os textos denunciavam o casamento homossexual e a imigração não europeia.
Venner teve uma vasta carreira como ensaísta, tendo publicado textos, ensaios e livros sobre história militar, armas e caça. Ele foi membro da Organização do Exército Secreto, grupo paramilitar de direita ativo durante a guerra da Argélia.
No DW

Os clubes mais endividados do futebol brasileiro

A consultoria BDO divulgou o ranking com os clubes mais endividados do futebol brasileiro. O levantamento é referente ao período de 2008 a 2012. O Palmeiras foi o clube que registrou a maior alta em seu endividamento. Em cinco anos, o clube paulista viu sua dívida saltar em 320%, de 68,3 milhões para 287,2 milhões de reais, ficando em sexto lugar na lista. Confira no vídeo quais são os 5 mais endividados.

Quinta noite consecutiva de distúrbios nos subúrbios de Estocolmo

Carros incendiados, mais duas escolas e uma esquadra de polícia vandalizadas. Na noite de quinta para sexta-feira, as autoridades detiveram 8 pessoas.
Esta vaga de violência, na Suécia, um país tradicionalmente pacífico, tem incendiado também o debate sobre a integração dos imigrantes: são cerca de 15% da população, concentram-se normalmente nos bairros mais pobres das grandes cidades. Além disso, a taxa de desemprego entre os imigrantes é bastante maior que no resto da população.
Só em Husby, bairro onde começaram os incidentes, um em cada cinco jovens não trabalha nem estuda. A taxa de desemprego e de pessoas a viver dos apoios estatais é de 8,8% e 12%, respetivamente.
Os incidentes começaram na semana passada, depois de um homem de 69 anos e com problemas psíquicos ter sido abatido a tiro pela polícia. O indivíduo estava fechado com a companheira em casa e terá ameaçado os agentes com um machado. A população do bairro indignou-se e acusa a polícia de ser racista e violenta com crianças e idosos.

Rafael Correa asume nuevo mandato como Presidente de Ecuador

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, inicia este viernes un nuevo mandato de cuatro años, una vez sea juramentado como jefe de Estado para el período 2013-2017, luego de haber sido reelecto en los comicios del pasado 17 de febrero con el 57,17 por ciento de la votación en la primera vuelta.
La agencia Andes reseñó que a las 08H00 locales (13.00 GMT) iniciará el evento de posesión del mando presidencial, con el ingreso del Gabinete Ministerial, el Gabinete Ampliado y Alto Mando Militar a la Asamblea Nacional, lugar donde se efectuará la ceremonia de investidura.
Para la posesión se espera la asistencia de, al menos, una decena de jefes de Estado de todo el mundo. Los primeros en llegar a Quito este jueves fueron los presidentes de Haití, Michel Martelly; de Georgia, Mikhail Saakashvili: de Bolivia, Evo Morales; además del Príncipe de Asturias, Felipe de Borbón, en representación de España.
En las próximas horas se espera la llegada de otros seis mandatarios: Laura Chinchilla (Costa Rica), Porfirio Lobo (Honduras), Sebastián Piñera (Chile), Nicolás Maduro (Venezuela), Danilo Medina (República Dominicana), y Juan Manuel Santos (Colombia).
Está previsto que los dignatarios y altos funcionarios invitados ingresen al recinto legislativo a partir de las 09H00 locales (14.00 GMT), para que acto seguido haga su arribo el vicepresidente electo, Jorge Glass; delante del vicepresidente saliente, Lenín Moreno.
En tanto, a las 09H55 (14.55 GMT) ingresará el presidente Correa y cinco minutos más tarde iniciará la ceremonia de posesión. El acto iniciará con el ingreso del Pabellón Nacional, el Himno Nacional y el discurso de la presidenta del Parlamento, Gabriela Rivadeneira, quien tomará el juramento del Jefe de Estado.
Posteriormente, Correa se colocará la banda presidencial y firmará el Decreto que lo posesiona como Presidente de la República en el periodo 2013-2017, al igual que Glass en calidad de Vicepresidente. Por último, el Mandatario realizará su intervención y finalizará la posesión con la salida de los asistentes.
Por otro lado, en horas de la tarde está programado un almuerzo en el Palacio de Carondelet con los Jefes de Estado, de Gobierno, Príncipes de Casas Reinantes y Secretarios Generales de Organismos Internacionales.
En la noche, Correa realizará otro acto de posesión en el Centro de Eventos del Parque Bicentenario, junto a la presencia del pueblo organizado. Finalmente, a las 21H00 (02.00 GMT del sábado) se realizará una recepción en el Palacio de Gobierno, en honor a las delegaciones especiales que asistan a la posesión.
Éste será el segundo mandato consecutivo de Correa, quien llegó a la presidencia en 2007, aunque dos años más tarde reformó la Constitución y fue ratificado en el cargo por un período de cuatro años, que finaliza este viernes. Además del triunfo, su partido, Alianza País (AP) obtuvo en los comicios generales 100 de los 137 escaños de la Asamblea.
Seguridad
El Parlamento es custodiado por 700 militares durante los actos de este viernes. Desde la medianoche local está cerrado el perímetro, de acuerdo a los planes de movilidad y de seguridad que están a cargo de la Policía Nacional y la Policía Metropolitana, además del cierre de vías circundantes.
Considerando el número de personas que llegarán entre las delegaciones oficiales, invitados y periodistas acreditados de los medios de comunicación nacionales y extranjeros. Se estima un total de cuatro mil personas.
El ministro de Exteriores, Ricardo Patiño, es el encargado de recibir a las delegaciones de 90 países y organismos internacionales que asistirán a la asunción de Correa.
Los gobernantes de Irán, Mahmoud Ahmadinejad; y de Perú, Ollanta Humala, cancelaron su participación en el acto de posesión de Correa.

CPI da Petrobras: factóide do PMDB

A notícia de que o deputado Leonardo Quintão, do PMDB, conseguiu as assinaturas para uma CPI sobre a Petrobras tem toda a pinta de um factoide na briga de setores do partido que vêem seus apetites contrariados.
É apenas uma manobra para manter a pressão do partido sobre Dilma Roussef, o que se tornou, infelizmente, “normal” nas relações partidárias da base aliada.
Manobra que, eles sabem, vai ter todo apoio da mídia, que não engole a “mania” de querer que o petróleo brasileiro seja dos brasileiros.
Não há nada de obscuro na Petrobras que justifique uma CPI. Ao contrário, se falta publicidade é sobre o sucesso e o potencial de uma empresa que vai, em sete ou oito anos, duplicar toda a capacidade que construiu ao longo dos 60 anos que completará em outubro, 60 anos de imensos serviços ao Brasil.
A turma da grana, embora diga o contrário, sabe disso.
É por isso que a Petrobras completou, segunda-feira, a maior emissão de títulos corporativos da história nos mercados emergentes. Vendeu nada menos que US$ 11 bilhões em títulos, com vencimento entre 2016 e 2043, pagando os menores juros entre os papéis já colocados no mercado pela empresa: entre 2,1% e 5,7%, dependendo do prazo.
E mais venderia, se quisesse. A procura foi quase quatro vezes maior que a oferta, porque os gringos não são bobos de acreditar nos nossos “analistas econômicos”.
A CPI vai ficar na chiação da oposição. O PMDB, que é espertíssimo, vai usá-la apenas como fator de pressão para cargos e para a votação que realmente interessa. Porque, todos sabem, o comando de sua bancada não engoliu a derrota imposta a Daniel Dantas na MP dos Portos.
Agora, se prepara para o segundo round em defesa do empresário, na votação do novo Código Mineral, que é onde moram os interesses dantistas.
No Tijolaço

Charge online - Bessinha - # 1795

Pentágono pide 450 millones de dólares para mantener cárcel de Guantánamo

EE.UU. mantiene al menos 166 prisioneros en la cárcel de Guantánamo
 El Departamento de Defensa de los Estados Unidos solicitó este miércoles al Congreso de su país un presupuesto superior a los 450 millones de dólares para el mantenimiento y remodelación de la prisión ubicada en la ilegal base naval de Guantánamo (sureste de Cuba), dejando de lado la promesa del presidente Barack Obama de cerrar dicho centro de detención.
Según el diario USA Today, ese capital será destinado a modernizar las oficinas militares, conectar un cable submarino de fibra óptica desde Florida (sur de EE.UU.) y mantener completamente operativa la instalación, abierta en un territorio ocupado ilegalmente en Cuba desde hace más de un siglo.
El rotativo reseñó que solamente las labores de remodelación requerirán 200 millones de dólares y podrían tardar un década, ya que el Pentágono deberá trasladar a la base los trabajadores y materiales necesarios, tomando en consideración que las viviendas son limitadas en esa área.
En tanto, unos 79 millones de dólares serían destinados a las operaciones de detención, otros 20 millones para costear comisiones militares (casi el doble de la cantidad actual)y alrededor de 40 millones para el cable de fibra óptica y casi 100 millones para gastos de operación y mantenimiento.
Por ello, el proyecto del Pentágono pone en evidencia la contradicción que existe entre la supuesta lucha política del presidente Obama para cerrar la prisión y los planes de los militares, quienes expresan abiertamente su intención de mantener operativa la instalación.
Según datos oficiales, actualmente Washington destina al menos 177 millones de dólares anuales al centro de detención y el sistema judicial marcial de la base naval, Incluso, recientemente aprobó otros 50 millones para mejorar los campamentos militares, construir un comedor y más dormitorios.
En términos individuales, la cárcel tiene un gasto anual de 903 mil 614 dólares por recluso, un presupuesto superior al asignado a las prisiones estadounidenses de máxima seguridad, que destinan al año alrededor de 70 mil dólares por cada detenido.
Huelga de hambre
El pasado seis de febrero, un grupo de prisioneros inició una huelga de hambre en rechazo a los abusos cometidos por los custodios, las malas condiciones de reclusión y la falta de juicios y proceso judiciales sobre muchos de los reclusos.
Actualmente, alrededor de 130 prisioneros se han unido a este acto de protesta contra las violaciones de los derechos humanos en el recinto, convirtiendo su queja en un reclamo internacional que involucra a decenas de países organizaciones humantarias.
Debido a esta huelga, el presidente Obama retomó en abril pasado su promesa incumplida de intentar cerrar el reclusorio, que data desde la campaña electoral de 2008, antes de ser electo por primera vez.
El alto coste del centro penitenciario y sus repercusiones negativas en los vínculos con países aliados fueron las únicas razones citadas por el Mandatario el las últimas semanas, obviando así el uso de prácticas violentas en los interrogatorios, la imposición severas medidas disciplinarias y la violación de los derechos humanos de los reos.

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