No Reuters
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Itália vai cancelar isenção tributária da Igreja
O governo italiano anunciou nesta sexta-feira medidas destinadas a acabar com as isenções tributárias para propriedades comerciais pertencentes à Igreja Católica, o que deve resultar numa arrecadação adicional de até 600 milhões de euros.
O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, incluiu essa medida, que afeta também outras organizações não-lucrativas, em um pacote mais amplo de desregulamentação que atualmente tramita no Parlamento da Itália.
A Igreja é dona de muitos hospitais, hotéis e pensões, que gozam de isenção tributária por serem parcialmente ocupados por freiras e padres, ou por terem uma capela. A nova lei elimina essa brecha, que isentava de impostos muitos estabelecimentos predominantemente comerciais.
Em dezembro, Monti pediu aos italianos que fizessem sacrifícios para salvar o país da crise da dívida na zona do euro. Em 48 horas depois da aprovação do pacote, mais de 130 mil pessoas aderiram a uma petição pela Internet exigindo o fim dos privilégios tributários para a Igreja.
O pacote deve ser votado na semana que vem pelo Senado e deverá, depois, seguir para a Câmara.
Steve SchererNo Reuters
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6 comentários:
Belo exemplo que deveria ser seguido por TODOS os países sobre TODAS religiões e igrejas.
Faturam horrores explorando pessoas geralmente de baixo poder aquisitivo, prometendo vida melhor, mas só melhoram mesmo é a vida dos "pastores"...
Creio que é mais fácil aprovar a liberação do aborto do que tributar igrejas!
Vai dona Dilmona fazer um troço desses na terra brasilis. Golpistas de toda ordem (católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos, umbandistas, candomblecistas, budistas, hindus ou de outras crenças) derrubam ela em seis meses. Na hora do golpe, todas as diferenças de crença se anulam. Até os golpistas ateus e agnósticos se juntam. Anotem aí.
Marcelo, para tributar igrejas é preciso aprovar emenda constitucional no Congresso.
É mais fácil aprovar o aborto do que tributar igrejas!
Teve uma época em que o governo municipal do Rio de Janeiro queria tributar os prédios anexos das igrejas e organizações similares do Rio, incluindo quadras, lojas, bazares, residências de eclesiásticos, creches, salas de aula, etc. Deixando de fora apenas os templos. Não sei se a proposta foi adiante.
A isenção de tributos é prevista na CF. Não deve ter ido adiante o projeto por ser inconstitucional.
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